domingo, 15 de abril de 2012

Sertanejos paraibanos se deslocam até 14 km para ter serviço bancário


Dos 223 municípios paraibanos, 140 não têm bancos.
Em alguns municípios, parceria com Correios supre algumas demandas.

                                            

     

Quase de 63% dos municípios paraibanos não possuem postos de atendimento avançado para operações bancárias, forçando moradores a se deslocarem vários quilômetros quando precisarem ir ao banco. Os dados foram passados pelo sindicato dos bancários da Paraíba e são fruto de um levantamento feito esta semana.

A pesquisa mostrou que das 223 cidades da Paraíba, 140 estão sofrendo com a falta de atendimento bancário para operações como transferência e depósitos de altas quantias, que só podem ser feitas em postos avançados. Um exemplo disso é o município de Várzea, no Sertão do estado, onde não existe qualquer agência bancária, obrigando seus moradores a se deslocarem cerca de 14 km, até a cidade de Santa Luzia.
                                        

O 'Banco Postal', uma parceria entre os Correios e o Banco do Brasil, é o único serviço disponível para os mais de dois mil moradores que conseguem, lá, serviços mínimos como abertura de contas, empréstimos, utilização de cartões de crédito, pagar e receber benefícios e efetuar o pagamento de contas e tributos. Mas caso a conta esteja bloqueada, a situação só poderá ser resolvida na agência de Santa Luzia.

“O atendimento é precário por falta de funcionários em cidades do interior. Em alguns casos você tem um município que possui uma agência e que acaba polarizando vários outros que não têm o mesmo tipo de serviço. É preciso que novas unidades sejam abertas e que os bancos tenham o interesse de investir em pessoal e em segurança”, declarou Marcos Henrique, presidente do Sindicato dos Bancários da Paraíba.
O presidente chamou a atenção para o fato de que mais de 15 ataques a agências e postos de atendimento bancários já ocorreram somente este ano na Paraíba. Em quatro meses, sete explosões a caixas eletrônicos foram registrados.

sábado, 14 de abril de 2012

Paraíba é o 3º estado do Nordeste em redução de mata atlântica, diz ONG


Paraíba tem apenas 11,34% da extensão originária de mata atlântica.
Dados são de levantamento feito pela SOS Mata Atlântica.



Um estudo da organização não governamental SOS Mata Atlântica aponta que a Paraíba é o terceiro estado do Nordeste que mais reduziu a extensão da mata atlântica. De acordo com os dados levantados pela instituição, entre os anos de 2008 e 2010, dos quase 5.691.967 km² do território paraibano que era coberto pela floresta só restam 75.641. A quantidade remanescente representa um percentual de 11,34% da extensão originária. O índice só ficou acima dos apresentados por Alagoas (10,02%) e Sergipe (9,17%).
Por outro lado, segundo a ONG, os estados nordestinos que possuem mais áreas remanescentes da mata atlântica são Ceará (16,50%) e Rio Grande do Norte (14,12%). No ranking dos 16 Estados que ainda possuem resquícios da mata, a Paraíba tem o quinto maior percentual de conservação da mata atlântica. Santa Catarina possui 23% da área preservada e é o estado que detém a maior extensão conservada da floresta, no Brasil.

De acordo com a professora do Departamento de Ciências da Natureza da Universidade Federal da Paraíba, Rita Baltazar, as principais causas dessa redução da mata atlântica são a expansão imobiliária, o urbanismo e a cultura da cana-de-açúcar. “As áreas verdes foram devastadas da costa paraibana para dar espaço à monocultura da cana-de-açúcar e por causa da expansão urbana não planejada”, disse.

Segundo o especialista do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Tércio Luiz Penha, a devastação da mata atlântica altera diretamente a qualidade de vida das pessoas, pois ela aumenta a sensação de calor e provoca reações climáticas, como enchentes e secas.“Quando derruba uma árvore, a pessoa também retira a sombra do local, deixa o solo exposto e, muitas vezes, o solo fica impermeável. Isso acontece porque a árvore funciona como equilíbrio térmico, porque recebe a chuva e libera em forma de pingos ao solo, deixando o ambiente mais ameno”, observa.

Ainda conforme Tércio, outro benefício gerado pela presença das árvores é a qualidade do oxigênio, usado na respiração das pessoas. “O carbono é um gás que, em excesso, é nocivo à população. Mas a árvore retira o carbono e joga o oxigênio. Por isso, é fácil entender que manter arvore é uma questão de sobrevivência”, comenta.

Do G1 PB

Acidente na BR 230

Acidente na entrada para Várzea, Rodovia Anísio Marinho deixa vítima fatal

Uma grave acidente aconteceu na manhã deste sábado (14) por volta das 07:00 horas na Rodovia Anísio Marinho que liga Santa Luzia à Várzea entre uma moto e uma  carreta.

A vítima fatal foi o condutor da moto GC de placa MNG 3371- Campina Grande, José Alexandro dos Santos Diniz, 24 anos conhecido como branquinho que reside no Bairro São Sebastião em Santa Luzia.  Estava como carona Jackson Bento da Cunha, 26 que ficou ferido e foi socorrido pelo SAMU para o Hospital Sinhá Carneiro.

Imagens fortes 






De acordo com informações de testemunhas e do motorista da carreta que pertence a Cerâmica Elizabeth de placas MNS 2376 – João Pessoa, Edilson Martins do Nascimento, 27 anos ele vinha trafegando na rodovia já próximo ao contorno da BR 230 quando a moto desgovernada bateu na lateral do veículo.

A batida foi tão violenta que mesmo com o uso do capacete a cabeça de José Alexandro ficou dilacerada.

Cledia Lopes
Sertãopb